Acordos Econômicos – Blog | 7raders Friends https://blog.7radersfriends.com.br Sun, 20 Jul 2025 05:38:59 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.8.2 https://blog.7radersfriends.com.br/wp-content/uploads/2025/04/cropped-idygbhcvbuizdshcvzounjdkmlc-1-32x32.png Acordos Econômicos – Blog | 7raders Friends https://blog.7radersfriends.com.br 32 32 O Brasil na Mira de uma Crise Econômica e Ideológica https://blog.7radersfriends.com.br/2025/07/20/o-brasil-na-mira-de-uma-crise-economica-e-ideologica/ https://blog.7radersfriends.com.br/2025/07/20/o-brasil-na-mira-de-uma-crise-economica-e-ideologica/#respond Sun, 20 Jul 2025 05:17:57 +0000 https://blog.7radersfriends.com.br/?p=2842

Um Alerta para o Brasil: O Peso das Tarifas e a Luta pela Liberdade

Hoje quero compartilhar com vocês, com o coração apertado, uma reflexão sobre o momento delicado que o Brasil está vivendo. No dia 9 de julho de 2025, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou uma tarifa de 50% sobre todos os produtos brasileiros exportados para o mercado americano, a partir de 1º de agosto. Essa medida, a mais pesada entre as aplicadas a 22 países, vai além de uma simples decisão econômica, é uma resposta direta às provocações do governo Lula e às ações do Supremo Tribunal Federal (STF), que Trump chamou de “vergonha internacional” por perseguir o ex-presidente Jair Bolsonaro e, segundo ele, violar a liberdade de expressão.

Os Estados Unidos são o segundo maior destino das nossas exportações, representando 12% do total em 2024, cerca de US$ 40,4 bilhões. Produtos como petróleo, ferro, aço, aeronaves, café, suco de laranja e carne bovina são o coração dessa relação comercial. Mas, com uma tarifa de 50%, nossos produtos ficam menos competitivos, e o impacto é como um soco no estômago. O banco BTG Pactual estima perdas de US$ 7 bilhões em exportações em 2025 e US$ 13 bilhões em 2026, com até 110 mil empregos diretos e indiretos em risco, segundo a UFMG. A Embraer, que envia 60% de suas vendas aos EUA, enfrenta custos que podem chegar a centenas de milhões de dólares, comprometendo sua força no mercado. O setor de suco de laranja, onde somos líderes, teme uma “queda drástica” na demanda, conforme a CitrusBR. No agronegócio, café e carne bovina podem não encontrar novos mercados tão rápido, o que aumenta os preços aqui dentro e pressiona a inflação. O dólar já ultrapassou R$ 5,50, encarecendo tudo o que importamos e apertando ainda mais o orçamento das nossas famílias.



Como investidora, sinto a incerteza no ar. A bolsa brasileira despencou, com as ações da Embraer caindo mais de 3% após o anúncio. Empresas como Suzano e Tupy, que dependem dos EUA para 15% e 13,9% de suas receitas, estão vulneráveis. Com o Banco Central mantendo os juros a 15% e a economia desacelerando, o risco de recessão bate à nossa porta. Mas essa tarifa não é só sobre números — ela tem um lado político claro. Trump criticou o STF por julgar Bolsonaro, acusado de tentativa de golpe em 2023, e por emitir “centenas de ordens de censura secretas e ilegais” contra plataformas americanas de mídia social. Ele diz que isso fere a liberdade de expressão, justificando sua retaliação.

O STF, com seu ativismo judicial, age como se estivesse acima da Constituição, silenciando vozes e criminalizando quem pensa diferente. A retórica do presidente Lula, falando em “reciprocidade econômica” e rejeitando “tutela externa”, só jogou lenha na fogueira. A Lei da Reciprocidade Econômica, que ele mencionou, pode nos arrastar para uma guerra comercial, com tarifas retaliatórias que vão custar caro para todos nós. Os dados mostram que os EUA têm superávit comercial com o Brasil desde 2009, exportando US$ 40,7 bilhões em 2024 contra nossos US$ 40,4 bilhões.

Vejo com tristeza a fragilidade do nosso país diante de uma elite política que coloca ideologia acima da diplomacia.

Lula, ao enfrentar Trump sem buscar diálogo, arrisca nossa economia por orgulho. Como está em Romanos 13:1, “Toda autoridade é instituída por Deus”, mas, quando o judiciário se torna tirânico, ele fere a confiança do povo e nos enfraquece diante do mundo.
Acredito que a solução está na diplomacia, na diversificação e, acima de tudo, na fé. Precisamos negociar com os EUA para manter o acesso ao mercado americano. Buscar novos mercados, como Ásia e União Europeia, é essencial, mas não acontece da noite para o dia. A China, nosso maior parceiro comercial, está em desaceleração e não pode absorver todo o nosso excedente. Países como Índia, Vietnã e Emirados Árabes são possibilidades, mas exigem tempo e investimento em infraestrutura. E sei que precisamos de resiliência e criatividade. O Sebrae mostra que o número de pequenas empresas exportadoras cresceu 112% em dez anos, chegando a 11 mil negócios. Precisamos de apoio do governo e de associações para explorar novos mercados e reduzir nossas perdas. Entretanto, vejo oportunidade em setores menos dependentes dos EUA, como o agronegócio voltado para o mercado interno ou empresas com receitas em dólar.


Mateus 5:9: “Bem-aventurados os pacificadores”. Não vamos vencer essa guerra comercial e ideológica com orgulho, mas com sabedoria.

Precisamos de líderes que defendam nossa soberania sem abrir mão da prosperidade, e de cidadãos que resistam à narrativas que tenta enfraquecer nossa fé e nossas famílias. Essa tarifa de 50% é mais que um golpe econômico — é um alerta. Estamos diante de um governo que flerta com o autoritarismo interno e provoca crises externas, enquanto um judiciário ativista mina nossa liberdade de expressão. Para nós, investidores, empresários e exportadores, o caminho é desafiador, mas não impossível. Diversificar mercados, fortalecer a economia local e pressionar por uma diplomacia eficaz são passos que precisamos cobrar.
Nossa luta é por valores que nunca mudam: liberdade, verdade e fé. Não podemos ceder à tirania do STF nem à retórica divisiva de Lula.

Vamos vigiar, orar e agir, como diz 1 Coríntios 16:13: “Sede vigilantes, permanecei firmes na fé, portai-vos com coragem, sede fortes”. Que o Brasil resista, com sabedoria e esperança, para proteger nossa soberania e nossa prosperidade.

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O Mundo Sem Líderes e o Colapso Econômico https://blog.7radersfriends.com.br/2025/04/10/o-mundo-sem-lideres-e-o-colapso-economico/ https://blog.7radersfriends.com.br/2025/04/10/o-mundo-sem-lideres-e-o-colapso-economico/#respond Thu, 10 Apr 2025 21:55:45 +0000 https://blog.7radersfriends.com.br/?p=2453

Sem Capitão no Timão

Por: Érika Silva | Colunista Política e Economia

Em 2025, o conceito de “G-Zero” deixou de ser uma teoria e se tornou nossa realidade cotidiana. O mundo, antes governado por potências globais como os EUA, agora se vê à deriva, sem uma liderança clara. A crise financeira iminente é um reflexo direto dessa ausência de comando.

Durante a crise de 2008, líderes mundiais se uniram para coordenar respostas econômicas. Hoje, em contraste, vemos uma desintegração dessa cooperação. Os EUA, sob políticas unilaterais, impuseram tarifas comerciais que aumentaram a tensão global. A Europa, dividida, não consegue apresentar uma frente unificada. O FMI, em suas reuniões de primavera, alertou para os riscos de políticas econômicas erráticas, como as tarifas de Trump, que aumentam a incerteza e podem levar a uma desaceleração econômica global.

As tarifas comerciais implementadas pelos EUA têm efeitos devastadores. Empresas como a Ineos Quattro enfrentam desafios financeiros significativos devido a essas medidas protecionistas. O FMI destaca que tais políticas podem reduzir o comércio bilateral, afetar o fluxo de conhecimento e capital, e aumentar a incerteza na economia global.O mundo está testemunhando uma fragmentação do comércio global. O FMI observa que, desde o início da guerra na Ucrânia, houve uma desaceleração significativa no comércio e nos fluxos de investimentos entre países de blocos geopolíticos distantes. Essa divisão lembra os primeiros anos da Guerra Fria, quando o comércio entre blocos rivais caiu substancialmente.

O FMI, tradicionalmente um pilar de coordenação econômica global, agora se vê impotente diante da falta de unidade entre as nações. Sem uma resposta coordenada, a instituição não consegue mitigar os efeitos das políticas econômicas erráticas e das tarifas comerciais, deixando o mundo vulnerável a uma desaceleração econômica global.

O G-Zero não é mais uma teoria; é a realidade que enfrentamos. A ausência de liderança global clara, somada às políticas econômicas erráticas e à fragmentação do comércio, coloca o mundo à beira de uma crise econômica. Em tempos de incerteza, é fundamental que as nações busquem cooperação e unidade para evitar um colapso econômico global.


Fontes:
Another crisis, another IMF summit: but unlike 2008, the delegates are disunited
Jim Ratcliffe’s chemicals business under pressure from Trump tariffs, Moody’s warns
Trump tariffs will send global trade into reverse this year, warns WTO
Labour must focus on risk to global financial stability posed by Trump policies, not only trade

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